Você acabou de confirmar a reserva de um hotel e recebe uma mensagem urgente pedindo para “validar o pagamento” antes que a reserva seja cancelada. O problema é que essa mensagem pode ser de um golpista — e, para parecer ainda mais convincente, ela traz dados reais da sua viagem. É o golpe do “sequestro de reserva”, identificado por pesquisadores de segurança e que já colocou o Brasil entre os países mais visados do mundo.
Como funciona o golpe do sequestro de reserva
Diferente do phishing comum, esse golpe não depende de invadir o celular ou o e-mail da vítima. Os golpistas invadem os painéis administrativos de hotéis e outros parceiros de plataformas de reserva, como o Booking.com, e de lá coletam dados autênticos da viagem: datas da estadia, nome do hóspede e referências de pagamento.
Com essas informações reais em mãos, eles montam mensagens que aparentam vir do próprio hotel ou da plataforma — enviadas pelos canais internos do site de reservas ou por e-mails que imitam a identidade visual do hotel. A mensagem costuma exigir um pagamento urgente, sob a ameaça falsa de cancelamento da reserva, ou pedir a “validação” do cartão de crédito através de um link externo que leva a uma página falsa.

Sinais de alerta
- Mensagem urgente recebida logo após a confirmação da reserva, exigindo ação imediata.
- Pedido de “validação” de cartão de crédito ou cobrança extra por meio de um link externo à plataforma oficial.
- Link que leva a um site com domínio parecido, mas não idêntico, ao do hotel ou da plataforma de reservas — muitas vezes com apenas uma letra trocada.
- Mensagem escrita majoritariamente em inglês, mesmo quando enviada a um hóspede brasileiro.
- Ameaça de cancelamento da reserva caso o pagamento não seja feito imediatamente.
Como se proteger do sequestro de reserva
- Desconfie de qualquer mensagem urgente recebida depois de confirmar uma reserva, especialmente se exigir ação imediata.
- Nunca conclua pagamentos ou “validações” de cartão pedidas por um link externo recebido por mensagem ou e-mail.
- Confirme qualquer cobrança direto com o hotel, usando o telefone oficial informado no site dele — nunca pelos contatos fornecidos na própria mensagem suspeita.
- Verifique sempre a URL antes de clicar, de olho em domínios quase idênticos ao original.
- Faça pagamentos e alterações de reserva apenas pelo aplicativo ou site oficial da plataforma usada.
- Ative a autenticação em duas etapas nas suas contas de viagem e de e-mail, dificultando o acesso mesmo que uma senha vaze.
Perguntas frequentes
Esse golpe tem a ver com algum vazamento de dados do meu celular?
Não diretamente. Segundo os pesquisadores que identificaram o golpe, os dados reais da reserva vêm de invasões aos sistemas administrativos de hotéis e parceiros das plataformas de reserva, não do celular ou e-mail da vítima.
O golpe só acontece em reservas internacionais?
Não, mas as mensagens costumam vir em inglês mesmo quando o alvo é brasileiro, o que já é, por si só, um sinal de alerta — hotéis no Brasil normalmente se comunicam em português com hóspedes brasileiros.
Como confirmo se uma cobrança é mesmo do hotel?
Ligue direto para o hotel usando o telefone oficial que aparece no site dele ou em plataformas confiáveis, nunca usando os contatos informados na mensagem suspeita. Peça para confirmarem a cobrança antes de pagar qualquer coisa.
Este artigo foi elaborado com base em pesquisa da Norton sobre o golpe do “sequestro de reservas” em plataformas de hospedagem, que identificou o Brasil entre os países mais visados por essa campanha em 2026.
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