Golpe do Falso Procon: Como Golpistas Usam o Nome do Órgão pelo WhatsApp

Uma mensagem no WhatsApp avisa que você tem um valor a receber de uma “Fundação Procon” — basta pagar uma pequena taxa para liberar. O problema é que esse tipo de fundação não existe, e o golpe já fez vítimas em diferentes estados usando o nome de um órgão que as pessoas confiam justamente por existir para proteger o consumidor.

Como funciona o golpe do falso Procon

Os golpistas se aproximam das vítimas por aplicativos de mensagem, principalmente WhatsApp, e também por sites falsos que copiam o layout de páginas oficiais do governo. Em casos já registrados, a vítima recebe a informação de que teria direito a um valor alto — como R$ 20 mil — vindo de uma suposta “Fundação Procon”, entidade que não existe oficialmente.

Para liberar o valor prometido, os criminosos pedem um Pix de uma quantia pequena, como taxa ou “guia de pagamento”. Depois que a vítima paga, o dinheiro some e o valor prometido nunca é liberado. Os golpistas também aparecem em anúncios patrocinados nos buscadores, aproveitando a posição de destaque para parecerem legítimos.

Tela de celular com balão de mensagem e ícone de alerta, representando o golpe do falso Procon pelo WhatsApp

Sinais de alerta

  • Número de telefone com DDD de outro estado, diferente do seu.
  • Erros de português na mensagem ou no site.
  • Nome de entidade que não existe ou não tem relação real com o Procon, como uma “Fundação Procon” vinculada a outros órgãos sem conexão.
  • Mensagem assinada por uma pessoa, em vez de um canal oficial da instituição.
  • Pedido de Pix ou pagamento de qualquer taxa para “liberar” um valor ou vantagem.

Como se proteger do golpe do falso Procon

  1. Lembre-se: os Procons não entram em contato dessa forma e nunca exigem depósito por Pix ou qualquer outro meio para liberar valores ou vantagens.
  2. Se receber uma mensagem assim, bloqueie o remetente e não envie nenhum valor.
  3. Sites de órgãos do Poder Executivo estadual costumam usar endereços terminados em “.gov.br” — confira o endereço com atenção antes de acessar ou preencher qualquer dado.
  4. Em qualquer guia de pagamento recebida, verifique se o beneficiário é realmente um órgão público, e não uma pessoa física.
  5. Desconfie também de anúncios patrocinados no topo dos buscadores — órgãos públicos não costumam pagar por esse tipo de anúncio.
  6. Para confirmar qualquer comunicado, entre em contato com o Procon pelos canais oficiais do seu estado, nunca pelo número ou link recebido na mensagem suspeita.

Perguntas frequentes

O Procon realmente entra em contato oferecendo valores a receber?
Não. Órgãos de proteção ao consumidor não fazem esse tipo de contato oferecendo dinheiro ou vantagens mediante pagamento de taxa. Qualquer mensagem assim é golpe.

Como sei se um site é realmente do Procon do meu estado?
Verifique se o endereço termina em “.gov.br” e confira letra por letra antes de preencher qualquer dado. Na dúvida, não clique em links recebidos por mensagem — digite o endereço oficial diretamente no navegador ou pesquise pelo nome do órgão.

Já paguei a taxa pedida. O que faço agora?
Contate seu banco para relatar a fraude e verificar a possibilidade de contestar a transação, registre um Boletim de Ocorrência detalhando o golpe e denuncie a mensagem ou o site falso ao Procon oficial do seu estado.

Este artigo foi elaborado com base em alertas oficiais de órgãos estaduais de proteção ao consumidor sobre golpes que usam o nome do Procon.

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